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O TEU CORPO NÃO MENTE - Parte II

  • Foto do escritor: Jorge Viana
    Jorge Viana
  • 4 de ago. de 2023
  • 5 min de leitura


Canhotos e Destros

No nosso cérebro, alimentado pelas nossas lembranças mais antigas estão gravados os vários registos pela qual a nossa vida passou através de vários corpos físicos.


Esses registos são chamados de Akáshicos, e são a memória de todas as nossas existências e experiencias emocionais passadas.


Biologicamente, estão armazenadas no nosso ARN e ADN que controlam a atividade celular. De modo que no primeiro estão armazenadas as memórias ancestrais e no segundo, as memórias de outras vidas.


O valor mais alto do homem, sempre foi a preservação da espécie e a sobrevivência.


Primeiro a espécie e só depois o individuo. Nesta luta pela sobrevivência o território sempre foi essencial para a sobrevivência. Então percebemos que no cérebro os registos mais fortes e profundos são a família e a pertença, no seu estado mais bruto e primitivo.


Esta dualidade composta pela família/pertença, é reforçada pela dualidade homem e mulher. E esta ultima representa o encaixe e onde há encaixe há harmonia.


Para que a nossa sobrevivência fosse possível e desde que o homem se lembra de si mesmo, a necessidade da família e desta dualidade homem e mulher, sempre foi igual à necessidade de sobrevivência.


A mulher cuida das crias e do lar, o homem alimenta a família e protege o território.


Quando surgiram os conflitos entre Clãs, os homens iam ao combate e as mulheres fugiam com as crianças.


Mas se o Clã intruso fosse mais forte que os homens da família, quem é que protegia a espécie e assegurava a sua sobrevivência?


Foi aqui que o homem sentiu a necessidade de criar uma outra distinção, também esta dual.


Para garantir melhor a sobrevivência do Clã, nem todos os homens iam combater, assim como era necessário dois tipos de mulheres. Existiam os homens destros e os homens canhotos, assim como existiam as mulheres destras e as mulheres canhotas. Não que combatessem ou fugissem por tendencia de esquerda ou direita, mas ambos permitiam um melhor desempenho de defesa à direita e à esquerda e ambos garantiam melhor a sobrevivência da espécie. Tanto de um lado, dos que combatiam, como do outro dos que fugiam, existiam ambos os sexos que independentemente do que acontecesse podia multiplicar-se.


Da polaridade do cérebro

No cérebro existe o hemisfério direito que é yin (feminino) e um hemisfério esquerdo que yang (masculino), como todos sabemos a esta dominância, chamada de lateralidade, e que é cruzada, ou seja, em um canhoto, a dominância do hemisfério cerebral é do lado direito; nas pessoas destras, ela vem do lado esquerdo. A lateralidade é um fator já determinado no nascimento e não tem uma causa física para que aconteça.


Questões de condição

Do ponto de vista de condição, ou seja do modo de pensar, de sentir, de estar, de lidar com os outros, com a vida e com o mundo, não é possível afirmar taxativamente que exista um lado do corpo que é yang (masculino) e um lado do corpo yin (feminino), mas sim um comportamento yang ou um comportamento Yin.


Por norma damos mais atenção à polaridade, quando a doença afeta principalmente órgãos ou membros em número pares, ou seja, pulmões, rins, testículos, seios, olhos, ouvidos, etc.


Mas no que diz respeito à condição, estamo-nos a referir ao comportamento da pessoa, independentemente da constituição física da pessoa.


Comportamentos yang, são comportamentos baseados na vontade, na força, no poder, no sentido de direção, na masculinidade, na determinação, no comportamento guerreiro e na possível ligação ao modo de agir e de pensar masculino, ao modelo de homem e ao Pai biológico.


O comportamento yin, é baseado na vivencia das emoções, na sensibilidade, na intuição, na feminilidade, numa maior passividade, na capacidade de soltar, no modo de pensar e de agir feminino, no modelo de mulher ou da Mãe biológica.


Esta definição dos comportamentos yang e yin, é para todos, seja para o homem, seja para a mulher, para um canhoto ou para um destro.


No entanto e excluindo a questão dos órgãos e membros pares, definir um lado do corpo como sendo yang ou yin (direita/esquerda, parte superior/inferior), pode ser enganoso e muito redutor.


Para que possas perceber mais fielmente o que o corpo poderá estar a quer dizer-te, não te prendas a dogmas ou a estereótipos rígidos e redutores.


O que nos parece evidente nesta arte de tentar perceber o que o corpo nos quer transmitir, é que esta "disciplina", não pode transformar os sintomas e as manifestações num doente, numa receita para a cura.


A nossa Visão

A polaridade yang/yin que podemos verificar nos sintomas emocionais e físicos do corpo, estão associados com os comportamentos da pessoa e por consequência são exclusivamente com questões de condição e tem muitas origens.


Todos os sintomas são resultado de um processo mental que não está a funcionar, nem se adequa à essência do nosso Eu Superior.


Aparelho Circulatório

Quando nos deparamos com pacientes que tem sintomas ou doenças , no aparelho circulatório, e no que diz respeito à polaridade, temos de ter em atenção o seguinte:



  • Sendo o coração um órgão isolado, e por experiencia, temos uma polaridade particular que por norma não se verifica nos órgãos pares;

  • O lado direito do coração, é o lado yin (feminino) e o lado esquerdo do coração o lado Yang (masculino), para todos os Humanos, destros ou canhotos;

  • De ambos os lados do coração temos uma aurícula e um ventrículo, do ventrículo esquerdo, através da aorta, sai o sangue rico em oxigénio, sangue arterial (yang), pelo ventrículo direito, chega o sangue venoso, um sangue mais lento e pobre em oxigénio mas rico de conhecimento que tem do corpo e que vem purificar-se transportado ao coração através das veias (yin);

  • Os ventrículos são dinâmicos e as aurículas são mais passivas;

  • Os ventrículos são mais masculinos (yang) e as aurículas mais femininas (yin);

Se analisarmos bem o coração podemos tirar a seguinte conclusão energética:

  • A aurícula direita mostra-nos o yin do yin, a aurícula esquerda mostra-nos o yin do yang;

  • O ventrículo direito, mostra-nos o yang do yin, o ventrículo esquerdo mostra-nos o yang do yang;

  • As artérias são a parte yang da circulação. Elas saem do ventrículo esquerdo e transportam o oxigénio e os nutrientes para as células.

Os problemas arteriais são característicos de um comportamento muito yang (masculino), muito regrado, muito controlador, dominado por um pensamento muito cartesiano, muito radical. Os problemas nas artérias, são mais comuns na parte superior do corpo, que é a parte mais masculina do corpo, nomeadamente no tórax, nos braços e na cabeça.


As veias constituem a parte yin do sistema circulatório. Levam o sangue usado para o fígado e para os rins para o filtrar e para os pulmões para evacuar o dióxido de carbono e substituí-lo por oxigênio.


O coração recebe as veias pelo lado direito, o lado mais passivo do coração.


Problemas nas veias, revelam uma vida pouco alegre, passiva, que deixa a alegria passar ao lado. São problemas mais típicos de comportamentos mais yin (femininos), de anulação de si próprio, de ... não há nada a fazer. Estes problemas têm tendencia a acontecerem na parte inferior do corpo e mais propriamente na zona pélvica, genital e nas pernas.


A polaridade do aparelho circulatório é:


  • Sintomas nas artérias, tronco, braços e na cabeça (parte superior do corpo), revelam comportamentos demasiado Yang, muito masculinos, muito guerreiros;

  • Sintomas nas veias, bacia e pernas, refletem comportamentos demasiado yin, muito femininos, demasiado passivos.

Para os canhotos e os destros, é exatamente a mesma coisa. No sistema circulatório não existe a distinção entre canhotos e destros.


(continua no Teu corpo não mente - Parte III)









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