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O TEU CORPO NÃO MENTE - Parte I

  • Foto do escritor: Jorge Viana
    Jorge Viana
  • 3 de ago. de 2023
  • 5 min de leitura

Nós enquanto terapeutas de Reiki não gostamos de responder à pergunta que a maioria dos nossos pacientes faz no fim de uma terapia.


Então? .... como é que eu estou?

Costumamos dizer aos nossos alunos, que no fim de uma terapia ... o silencio deve reinar.


Um terapeuta de Reiki é responsável pela forma como se prepara e está na terapia, em tudo o resto é muito duvidoso do que possa ou não dizer ao seu paciente.


Se o praticante de Reiki for médico, psicólogo, psiquiatra, está habilitado e pode ajudar o seu paciente e dentro da área de formação que se formou, em caso contrário ... o Silencio deve Reinar.


No entanto, existem ferramentas no Usui Reiki Ryoho que podem ajudar quem nos procura como terapeutas e que passam necessariamente por colocá-lo num processo de auto-ajuda e cura interior.


E essas ferramentas, são a base dos princípios filosóficos do Shin Shin Kaizen Usui Reiki Ryoho, os cinco princípios do Reiki.




No entanto, nós fomos desenvolvendo ao longo dos anos, uma outra ferramenta que tem ajudado muito dos nossos pacientes.


APRENDE A ESCUTAR O TEU CORPO

Aprende a escutar o teu corpo e através dele tenta identificar as emoções que estão a provocar as tuas doenças.


Para entenderes o teu corpo, precisas de entender alguns princípios básicos.


Estou convencido que de fato não existem doenças, existem doentes. E são estes doentes os portadores de uma doença.


Uma doença acaba por não ser mais do que o somatório de um conjunto de sintomas físicos que o corpo manifesta e que ao não serem tratados, ou tratados tardiamente (dependendo da sua gravidade), podem ter como consequencia a morte.


Mais do que tratar as doenças (tentar curar os efeitos físicos), torna-se fundamental cuidar das causas (curar as emoções por de trás das doenças).


E este pode ser o papel complementar de um terapeuta de Reiki, ajudar a pessoa a perceber quais serão os possíveis motivos emocionais que o levaram a contrair a doença ou o problema de saúde que tem.


A palavra CURA, tem origem no Latin "Curare" e significa o “ato de cuidar, de vigiar”;


E esta é a nossa função como terapeutas de Reiki e como praticantes de Reiki. Cuidar, vigiar, seja o próximo, sejamos nós próprios.


Para entenderes o padrão de raciocínio do teu corpo tens que perceber o seguinte:


O padrão de pensamento

Todo o sintoma de doença no teu corpo, representa falta de amor por ti.


Todos os sintomas revelam que dás mais atenção e mais importância ao que os outros querem de ti, do que aquilo que sentes que deves fazer.


E quem são os outros? A família, os amigos, a escola, a sociedade, a religião, o estado, a lei e por ai fora.


Em muitas famílias, em muitos clãs, os progenitores, em vez de tentarem ajudar os filhos, de os apoiar, de tentarem perceber o que sentem e de que forma os podem apoiar para a idade adulta, darem alento para que vivam as suas emoções e se sintam preparados no futuro para conviverem com elas, preferem controlá-los, policia-los e castigá-los.


Em vez de tentarem ser os maiores aliados dos seus filhos neste mundo, a maioria dos Pais e até da família mais alargada, preferem ser policias, juízes e carrascos.


Todos nós precisamos de viver as nossas emoções, de as entender de as aceitar e de as processar. Foi por elas que aceitamos reencarnar e é através delas que evoluímos e crescemos como seres espirituais.


Para que as emoções sejam vividas nas sua plenitude, precisam de ser verbalizadas. Verbalizar a tua emoção, é o remédio santo para evitares uma doença.


Se, por algum motivo, és impedido de expressar ou manifestar o que sentes, o teu corpo vai precisar de exteriorizar essa emoção de outra forma. E vai fazê-lo através de um sintoma físico. O corpo mostra literalmente à pessoa o que ela não quis exteriorizar ou do que foi impedida de exteriorizar.


Resumidamente se uma pessoa não verbaliza o que sente, não está a verbalizar um "conflito". Se a pessoa que sente um "conflito interno", de pouca densidade e o não verbaliza, está a criar um sintoma físico de pouca gravidade. Se sentir um "conflito interno" de grande intensidade e o não estiver a verbalizar, está a criar um sintoma físico de maior gravidade.


Ouvir o Corpo

Ouvir o corpo significa conseguir ouvir os desconfortos emocionais interiores e identificá-los de forma a os poder expressar e fazer com que os mesmos não provoquem sintomas ou doenças físicas.


Temos que perceber o que são sintomas pontuais e o que são sintomas de origem emocional.


Perceber um sintoma pontual não deixa de ser importante para ti e inclusive, aprender com o que o teu corpo está a tentar dizer-te.


Por exemplo, sempre que juntas pepino à tua salada e tens por consequência uma digestão difícil, já deves ter percebido que deves evitar consumir pepino, pois o teu corpo não reage bem a este alimento.


Se bebeste demais e no dia seguinte acordas indisposto e com dores de cabeça, isto não constitui por si só um sintoma que te possa preocupar, é apenas uma causa efeito, se consumiste alguma coisa estragada e como consequência tiveste uma descarga intestinal, também aqui a causa e efeito é fácil de interpretar.


Mas se estás sempre a beber em excesso e tens tendencia para comeres coisas estragadas com muita frequência, ai a causa e efeito já pode ser considerado um sintoma emocional ou uma tensão que afinal está oculta ou não é consciente.


Aqui o teu corpo já quer comunicar qualquer coisa, tens aqui um bom motivo para meditares nos possíveis porquês.


A polaridade Yin / Yang do Corpo

QUESTÕES DE CONSTITUIÇÃO

Da encarnação


Quando pensamos em polaridade energética é curioso pensarmos na diferença do mundo animal para o mundo vegetal.


Os animais vem á vida (nascem) de cabeça para baixo, com algumas exceções, como por exemplo os golfinhos e as baleias (mamíferos aquáticos), pela necessidade de virem à superfície respirar. Isto significa que vimos á vida do "céu para a terra".


Ao contrario do mundo vegetal que nasce da terra para o céu, a vida brota de uma semente plantada debaixo da terra.


Nesta dualidade animal e vegetal, encontramos e criamos equilíbrio, não é por nada que quando estamos muito cansados, estar na natureza, abraçar uma arvore, ir até uma praia é tão reconfortante e regenerador.


Neste mundo dual, tudo é o resultado da soma dos opostos.


Muitos tentam evitar as energias negativas e promover as energias positivas, na verdade todos deveríamos preservar uma energia equilibrada. Na verdade é o que uma terapia com Reiki nos proporciona, um equilíbrio energético.


Assim chegamos à consciência do Yin e do Yang, da importância dos modelos femininos (mãe) e dos modelos masculinos (pai) e da sua importância em nós.


O Reino animal recebe energia do Céu, Yang (masculino), pelo seu lado direito, e a energia da Terra, Yin (feminina), pelo seu lado esquerdo. Esta é a forma que é constituído o nosso corpo energético.


Um bom exemplo de equilíbrio, é o Universo.


Nesta imensidão de espaço, matéria e energia, é impossível imaginar ou de ter uma pequena noção da sua imensidão, e mesmos assim é equilibrado.

É o exemplo mais claro de equilíbrio possível neste imenso caus. Caso contrário já não existiríamos.


O que é certo é que da matéria de que o Universo é feito, da sua composição química e de todos os elementos que agrupamos na tabela periódica, nós e tudo o que existe no universo somos iguais na sua constituição, o que faz com que possamos também ser considerados Universo.


Por consequência estão à nossa disposição as ferramentas necessárias e que nos permitem organizar o nosso próprio Caos interior e equilibrar a nossa polaridade.


Dentro dos nossos conceitos de Karma, uma pessoa encarna com o seu Karma individual e procura trabalhar no sentido de resolver os seus conflitos emocionais, assim como encarna com os conflitos emocionais inerentes à família que escolheu para si.


Quando nos referimos à reencarnação referimo-nos ao facto de termos uma só vida, que nasce e que morre encarnada num corpo físico. E isto faz com que o conceito de termos muitas vidas dever ser substituído, por termos uma vida que já viveu em muitos corpos.


(Continua a ler no Teu Corpo não Mente - Parte II)




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