Eu e os Outros.
- Jorge Viana

- 3 de set. de 2023
- 3 min de leitura
Como me posiciono eu, praticante de Reiki, perante os outros com as minhas virtudes e os meus defeitos.

Quando decidimos abraçar o Reiki e nos tornamos praticantes de Reiki, muitos dos nossos amigos, familiares, colegas de trabalho e demais conhecidos passam a ver-nos como Seres Zen, que nunca estão mal, nunca se zangam, que tem sempre uma postura correta para com a vida, para com o mundo e para com os restantes mortais.
Quantos de nós não ouviu, em situações menos positivas, alguém a acusar-nos e a questionar-nos de uma forma menos positiva ... "e não és tu Reikiano?" ...
A prática de Reiki, trás para a nossa vida um mar de "bençãos", enumeras técnicas que nos ajudam a manter o equilíbrio energético e físico, que promovem a saúde e o bem estar.
Mas nenhuma delas nos tira do Plano de Vida e do seu objetivo principal, viver as emoções da reencarnação que estamos a vivenciar em vida.
Com a prática do Reiki não nos transformamos em Seres Celestiais, nem em Bodisatva. Vivermos com os nossos dias bons e os nossos dias maus. Continuamos a ter atitudes mais assertivas ou menos assertivas.
Isto faz de nós um Ser Humano imperfeito que vive uma existência igual a tantos outros seres humanos Imperfeitos.
Como viver a prática do Reiki, num mundo imperfeito?
Todos os dias somos obrigados a lidar com pessoas mais ou menos complicadas, mais ou menos tóxicas, com feitios e atitudes que para nós são mais ou menos agradáveis. Assim como nós também não acordamos todos os dias, com o nosso humor e boa disposição nas melhores das suas condições. Isto faz com que também nós sejamos, mais ou menos tóxicos, mais ou menos intolerantes para quem nos rodeia no dia a dia.
A convivência com os outros, permite-nos usufruir de um crescimento pessoal e crescer como seres espirituais em desenvolvimento espiritual.
Quando alguém é menos correto conosco, quando nós somos menos corretos com os outros, há uma lição a aprender.
Todos fazemos parte de um Todo, o meu templo é igual ao teu templo, neles habitam a unicidade, a grande inteligência universal, aquilo que nos habituamos a chamar de DEUS.
Então como podemos usufruir da companhia uns dos outros, para o nosso crescimento espiritual assim como para a nossa boa prática com Reiki.
Todos somos um;
Mesmo que o outro tenha um comportamento menos correto contigo, ou que tu tenhas um comportamento menos correto com o outro, isso faz parte desta vida em comum e perceber que esta partilha emocional é o que nos permite aprender e crescer como seres espirituais.
A vida de cada um de nós;
A vida que cada um de nós é um mundo único e indissociável, nunca iremos entender a experiencia de vida de cada um e a forma como este se posiciona em cada momento, mas as lições são as mesmas que as nossas. Por isso é importante observar as lições dos outros, não por serem iguais às nossas, mas por poderem ajudar a entender melhor as nossas próprias lições.
O peso de ser praticante de Reiki e a importância para nós do que os outros pensão;
Ser praticante de Reiki e conduzir a nossa vida pelos cinco princípios, pode não tornar a nossa vida numa vida perfeita, tanto mais que o próprio Mikao Usui deixou-nos os Gokai (5 princípios de Reiki) com a indicação em todos eles de Kyo dake wa (só por hoje ...), e indicou-nos sempre que o Usui Reiki Ryoho tinha como missão guiar cada um de nós, praticantes de Reiki, a uma vida pacifica e feliz ...
O nosso objetivo como Seres Humanos, não é a perfeição;
Quanto mais crescemos espiritualmente mais entendemos que desde que conduzamos a nossa vida com harmonia, humildade, amor incondicional, honestidade, gratidão e gentileza, saberemos perdoar a quem nos ofende e de todas as situações menos agradáveis que recebemos dos outros, tirar lições para a nossa vida. Também saberemos pedir perdão e tentar remediar o mal que fizemos aos outros, perdoando-nos e perceber que o que os outros pensão de nós não nos deve afetar, e que apenas faz parte do caminho de transformação de cada um, na tentativa de vivenciar a unicidade da casa da Humanidade.



Comentários