O Homem que se mascarou de Bailarina
- 17 de fev. de 2018
- 1 min de leitura

Na corte celebrava-se uma faustosa festa: O monarca esperava com ansiedade o momento da dança, já que era especialmente amante da arte de dançar.
Faltavam poucos minutos para que tivessem lugar a representação, quando a bailarina adoeceu com gravidade.
Não se poderia provocar um desaire ao monarca, pelo que se procurou diligentemente uma bailarina que substituísse a que estava doente.
Com tamanha brevidade, não foi possível encontrar uma bailarina, o que poderiam Fazer?
Um dos ministros resolveu escolher um dos serventes e ordenou-lhe que se mascarasse de bailarina e dançasse perante o monarca. O servente assim fez, mascarado e maquilhado dançou com grande entusiasmo para o monarca. O Rei muito satisfeito disse:
- Embora em alguns movimentos fosse um pouco masculino, é sem duvida, uma excelente bailarina. Estou satisfeito.
Mas uma pergunta ficou no ar: Enquanto o servente interpretava o papel da bailarina, deixou de saber que era um homem? Só ele poderá responder.
A identificação mecânica é um processo que prende a mente, que a turva, que lhe rouba o seu equilíbrio e a sua lucidez, escravizando-a.
A identificação é como uma neblina que envolve amente, desconcertando-a, tirando-a do seu eixo e desiquilibrando-a. A identificação mecânica produz alienação e rouba-nos a essência.
A situação, objeto, pensamento ou emoção que nos identifica, arrebata-nos e faz-nos perder a noção da presença real. Frequentemente, identificamo-nos mecanicamente com emoções insanas, como o ódio, os ciúmes, a inveja, a raiva, a vaidade e tantas outras, que denegam a nossa razão e nos obrigam a sentir e a agir compulsivamente.
Só podemos subtrair-nos às identificações mecânicas e da presença real.
Em principio indentificamo-nos com tudo, como o camaleão se vai tingindo da cor da superfície sobre a qual o colocam.


Comentários