Até quando a dormir?
- 7 de fev. de 2018
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Era uma vez, uma aldeia que se encontrava perto de uma rota principal de comerciantes.
Muita gente passava por esta localidade, mas na verdade, a aldeia tornava-se célebre por um acontecimento insólito: Vivia lá um homem que estava a dormir há mais de um quarto de século.

Ninguém conhecia a razão daquele misterioso sucesso! As pessoas que passavam pela aldeia paravam sempre para o contemplar, admiradas, aquele a quem chamavam « o eterno adormecido».
Mas todos se questionavam sobre a razão de ser daquele curioso fenómeno.
Nas proximidades da aldeia vivia um eremita. Era um homem esquivo, que passava o dia em contemplação profunda e que não queria que o encomendassem. Mas ganhara fama de saber ler as mentes alheias.
O Presidente da Junta da localidade foi visitá-lo e rogou-lhe que fosse visitar o adormecido para ver se era capas de descobrir a causa de tão longo e profundo sono.
O Eremita, era muito nobre e apesar do seu aparente mau feitio, prestou-se a colaborar no esclarecimento de tal facto.
Foi então à aldeia e sentou-se junto do adormecido. Concentrou-se e começou a dirigir a sua mente até às clarividentes regiões da consciência unificada. Introduziu a sua energia mental na concavidade central do cérebro do dormente e conectou com o ser superior do adormecido.
Minutos depois, o eremita regressava ao seu estado original de consciência. Tinham-se reunido lá, todos os habitantes da aldeia, expectantes e dispostos a ouvir o diagnóstico do eremita. Com a voz pausada, o homem explicou:
- Amigos. Cheguei à concavidade central do cérebro deste homem que está há mais de um quarto de século a dormir.
Também alcancei o tabernáculo secreto do seu coração. Mais: cheguei até ao seu ser superior, procurei a causa e para vossa satisfação, posso dizer-vos que a achei.
Este homem sonha continuamente que está acordado e por consequência, não se dispões a acordar.
Se estamos tão cegos que nem sequer nos apercebemos de que estamos cegos, nada faremos por ver a realidade.
Se a nossa consciência está adormecida que até acreditamos que está acordada, não será possível seguir o caminho do despertar da consciência e continuaremos a alimentar o nosso embotamento mental e o nosso discernimento distorcido, convencidos de que estamos realmente vigilantes.
Para acordar temos de nos «abanar» a nós mesmos, para assim sair do nosso profundo sono e poder pôs em prática as inúmeras técnicas psico-fisicas de que dispomos e os métodos contra o mecanicismo, que nos ajuda a emergir da consciência crepuscular e a conseguir despertar.


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