O ancião ignorante.
- 1 de fev. de 2018
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Era um velho, muito simples e analfabeto, queria encontrar a paz interior e dedicar os últimos anos da sua existência a melhorar a sua vida interior.
Dirigiu-se a um Mosteiro e bateu à porta.
Explicou aos monges que tinha um forte desejo de o sentido da vida, de se purificar e achar a serenidade definitiva, pelo que se o poderiam aceitar como noviço.
Os monges pensaram que o homem era tão simples e tão inculto que nem poderia entender os ensinamentos mais básicos, nem ler as Escrituras; mas como o viram tão motivado e com intenção pura, deram-lhe uma vassoura e disseram-lhe que se ocupasse diariamente de varrer o claustro.
Durante anos, o ancião varreu o claustro muito atento e esmeradamente, sem deixar de fazê-lo um único dia.
Paulatinamente, todos os homens começaram a ver mudanças notáveis no varredor.
Parecia tão sossegado, gozoso, harmonioso!
Todo ele emanava uma atmosfera de sublime serenidade. A sua inspiradora presença chamava tanto a atenção que os monges se aperceberam de que o homem tinha atingido um considerável grau de evolução espiritual e uma grande pureza de coração.
Perplexos, perguntaram-lhe se tinha seguido alguma prática ou método especial, mas o velho, com toda a humildade, disse:
- Não fiz nada de especial, acreditem. Dediquei-me diariamente, com amor, a limpar o claustro e dada vez que varria o lixo, pensava que estava a varrer o meu coração, limpando-me de todo o veneno.
O ancião soube, como ninguém, praticar o ioga da vassoura, desenvolvendo vários fatores de iluminação:
Assiduidade, esforço consciente, energia, atenção vigilante, equanimidade e amor.
Tudo sobre a base de uma intenção pura e uma correta motivação.


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