A Imperturbabilidade de Buda
- 30 de jan. de 2018
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Durante muitos anos da sua vida, Buda dedicou-se a percorrer cidades, povoações e aldeias. Partilhando os seus ensinamentos com infinita compaixão. Mas em todo o lado há gente avessa e atrevida. Por vezes havia pessoas até pessoas que o encaravam e lhe proferiam todo o tipo de insultos. Buda jamais perdia o sorriso e mantinha um semblante de imperturbável serenidade. De tal maneira conservava a serenidade e a expressão de quietude no rosto que um dia os seus próprios discípulos, surpreendidos, lhe perguntaram:
- Senhor, como pode manter-se tão sereno perante os insultos?
- Eles insultam-me, mas eu não recebo o insulto - retorquiu Buda.
O nosso ego deixa-se afetar em demasia pela desconsideração, elogios e menosprezos dos outros. É a condição do ego: querer afirmar-se temer a rejeição ou a desqualificação, precisar da aprovação e da adulação.
Mas não há ninguém que agrade a todos; mesmo Buda, ou Jesus, ou Mahavira, ou Zoroastro, ou Lao-Tsé agradavam a uns e desagradavam a outros. Quando o ego recebe o insulto não lhe basta ressentir-se no momento, ainda arrasta aquele insulto durante dias, ou meses, ou anos. Tal é a reação neurótica da mente. Alguém te insulta um dia e depois continuas a sentir-te vexado, ferido, vingativo ... relembrando o insulto incessantemente. Essa é a especialidade da mente neurótica: Acrescentar sofrimento ao sofrimento e cismar nos pensamentos miseráveis e pouco proveitosos.


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