A Árvore Celestial
- 29 de jan. de 2018
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Havia um homem que viajava a pé há já muitas horas e estava realmente extenuado sob o implacável calor do sol.
Exausto e sem poder dar nem mais um passo, deitou-se para descansar sob uma frondosa árvore.
O chão era duro e o Homem pensou no agradável que seria poder contar naquele momento, com uma reconfortante cama.
Deu-se o acaso de que aquela era uma árvore celestial das que concedem os desejos do pensamento, tornando-os realidade.
E assim foi, naquele preciso momento, apareceu à sua frente uma confortável cama.
O homem deitou-se sobre ela e estava a desfrutá-la enquanto descansava, quando imaginou o prazenteiro que seria se houvesse uma jovem que lhe desse uma gratificante massagem nos pés. Nesse mesmo momento apareceu uma jovem e começou a acariciar os seus pés. Bem descansado o homem sentiu fome e imaginou o grato que seria poder desfrutar de uma saborosa refeição. Ricos manjares apareceram perante ele e este pôde saciar a sua fome.
Sentia-se tão aconchegado! Uma boa cama, uma encantadora jovem que lhe massajava os pés, soberbos alimentos com os quais podia saciar a fome ... que poderia mais pedir?
De súbito, foi assaltado por um pensamento:
- Olha se viesse um tigre e me comesse. Nesse momento, surgi-o um Tigre e comeu-o.
O pensamento tem um grande poder e condiciona-nos para o bem e para o mal. Se pensar positivamente exige o mesmo esforço do que pensar negativamente, porquê essa tendência para os pensamentos negativos?
A mente, ao estar condicionada pela memória, tem medo que o sofrimento se repita e isso provoca pensamentos dolorosos e inúteis em vez de nos permitir desfrutar e apreciar o que se tem em cada momento, mesmo aquelas pequenas coisas que são realmente as maiores.
O pensamento é tão condicionante que se uma pessoa pensa que está arruinada, mesmo que seja muito rica, viverá o desalento daquele que se ruina; e se pensa que está doente, mesmo estando sã, viverá e sentirá como um doente.


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