As Preferências do Divino
- 26 de jan. de 2018
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Um sacerdote passava frente a uma humilde aldeia. Ouviu uns risos alvoroçados e aproximou-se para ver a que se deviam.
Havia uma mãe a dar de comer aos seus quatro filhos, mas o que surpreendeu o sarcedote foi ver que também dava de comer a uma imagem da divindade. O sacerdote irritou-se e gritou:
- Mulher blasfema, como te atreves a brincar com a imagem de Deus?
Pegou na imagem e levou-a. Não podia permitir que fizessem dela um brinquedo. As crianças ficaram tristes e a mulher envergonhada.
O sacerdote colocou a imagem sagrada no templo. Essa noite, em sonhos, Deus apareceu-lhe e disse-lhe:
- Insensato! Quem te manda meter o nariz onde não és chamado? Não aceitarei nenhum sacrifício nem qualquer oferenda dos sacerdotes, porque onde eu era realmente feliz era naquela casa, com aqueles meninos. Portanto, assim que acordares amanhã, leva-me a eles. O templo é escuro e triste.
A solenidade é o símbolo dos medíocres. O sábio tem um grande sentido de humor e o seu coração transborda de ternura e seu entendimento de compreensão. Uma religião que fecha as postas à alegria e que não celebra a vida perdeu o seu sentido original de aliviar o sofrimento e pôr a uso os meios para que as criaturas sejam mais felizes. Não se chega ao Absoluto com oferendas vazias e rituais empedernidos, mas sim pela vontade de contribuir para o bem-estar e a alegria dos mesmos.


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