O RECLUSO
- 21 de jan. de 2018
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Um recluso ia ser transferido de uma prisão para outra, mas para isso tinha de atravessar toda a cidade. Colocaram uma malga de azeite cheia até à borda sobre a sua cabeça e preveniram-no:
- Um verdugo vai estar mesmo atrás de ti, levando uma afiada espada na mão. Assim que derramares uma gota de azeite, cortar-te-á a cabeça.
O recluso começou a caminhar com o verdugo colado atrás.
Quando estava no centro da cidade, aproximou-se um grupo de bonitas bailarinas que vinham para uma representação de dança.
Elas gritavam alvoraçadas, mas o recluso para não encontrar a morte, não virou a cabeça um único centímetro. Graças à sua atenção e por não se deixar vencer pela negligência, pôde salvar a vida.
A atenção é todo-poderosa sempre e em qualquer momento e circunstância. É como um músculo que se pode desenvolver para que assim reporte uma perceção mais afinada, uma consciência intensa e clara, uma visão cabal e um proceder mais harmónico.
A atenção pode dirigir-se a qualquer atividade que se esteja a realizar ou a focar-se sobre a própria mente, as palavras e os actos para ser menos compulsiva e automática e mais reflexiva e consciente.
A atenção é a lâmpada da mente, a energia que torna a consciência possível. Ganha-se em atenção estando atento. A atenção funciona no aqui e no agora e permite-nos daí o termo, atender ao que pensamos, dizemos, ouvimos ou fazemos.
Se exercitarmos a atenção, obteremos a compreensão clara o que leva ao entendimento correto e à sabedoria. Estando atentos, estamos mais plenos, vivos e sentimos mais intensamente.


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