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A resposta de Arumi

  • 13 de jan. de 2018
  • 2 min de leitura

O Jovem Svetaketu tinha muitas inquietudes espirituais e estava confuso. Não chegava a compreender o que é o Absoluto que tudo penetra, nem como é possível que se diversifique e multiplique de forma como o faz.

Desorientado, questionou o seu pai a este respeito, já que pai e filho eram muito próximos e com frequência mantinham fecundos diálogos espirituais. Arumi, seu pai, disse.


- Da mesma maneira que as abelhas preparam o mel, recolhendo néctar de diversas flores para o produzir, sem que o néctar possa descriminar e dizer, «eu sou desta flor, ou sou daquela outra» - também as criaturas ignoram que estão imersas no absoluto.


Quando o rapaz fez doze anos de idade, foi enviado, por mais doze, para estudar os Vedas (textos sagrados, mais antigos da India), com um Mestre douto no assunto.


Passados os doze anos, o jovem achava-se um grande sábio e tornou-se arrogante e vaidoso.


Ao aperceber-se o seu pai disse-lhe:


- Ao pensares que és um sábio, tornaste-te imprudente. Que pena!

E no entanto sabes que o Absoluto é Aquele pelo qual o que não se ouve é ouvido, o que não se pensa é pensado, o que não é conhecido se conhece.


Não, claro que não era um sábio, nem pouco mais ou menos, já que nada sabia realmente sobre tudo aquilo. Assim, ainda ignorante e superando o sentido da humildade, pediu ao seu pai que o instruísse. Arumi expressou-se deste modo:


Querido filho, pelo conhecimento de um pedaço de argila, conhece-se tudo o que é feito de argila, pois todas as modificações não são se não nomes e cada nome não é mais do que uma palavra, enquanto a argila é a verdade, é o Real.


Do mesmo modo meu filho, pelo conhecimento de um só lingote de ouro, ou de cobre, ou de uma joia, conhece-se tudo o que está feito dessa matéria, já que todas as modificações não são se não nomes e os nomes nada são para além das palavras. O Ouro, o Cobre a Joia são a verdade, o real.


Da mesma maneira, meu filho, pelo conhecimento de umas tesouras, tudo o que é feito de ferro se conhece, visto que todas as variantes, não são se não nomes e os nomes não são se não palavras e o ferro é a única realidade.


Então o jovem começou a compreender. Que grande Mestre era o seu pai!


Ambos estavam animados pelo mesmo Absoluto. Fundiram-se, num abraço e não eram dois «eus», mas um único Eu abraçando-se ao Absoluto.

As contas do colar são múltiplas, mas o fio que as prende e une é apenas um. O discernimento consiste em ver ao mesmo tempo o múltiplo e o um e em não nos deixarmos confundir nem desorientar pelas aparências. Não esqueçamos que a palavra discernir, na sua raiz, significa «desvendar». O discernimento purificado e correto é o que desvenda, isto é, tira os véus que possamos ver a realidade última das coisas.


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Jorge Viana
Seisei de Reiki

Sensei de Reiki, formado por João Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama, com o número MFR0006APR;

Coordenador do Núcleo de Viana do Castelo da Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama desde 2009;

Presidente e Fundador da Associação Methamorphys - Associação Portuguesa para o desenvolvimento Humano.

Mónica Maciel
Seisei de Reiki

Sensei de Reiki, formada por João Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama, com o número MFR0007APR;

Coordenadora do Núcleo de Viana do Castelo da Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama desde 2009;

Vice-Presidente e Fundadora da Associação Methamorphys - Associação Portuguesa para o desenvolvimento Humano.

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