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A Escultura

  • 10 de jan. de 2018
  • 2 min de leitura

Era uma vez um rei com grande sentido espiritual. Tratava-se de um homem profundamente místico, mas que não se associava a nenhum redo religioso particular. Era tolerante e respeitoso e não queria morrer sem deixar como lembrança da sua espiritualidade, uma grande escultura como mensagem metafísica de carácter universal.


Chamou o mais célebre escultor da corte e explicou-lhe:


- Amigo, desejo que faças uma escultura com um sentido espiritual, mas que não represente nenhuma religião em particular.


Durante muitos meses o escultor trabalhou pacientemente, fez uma escultura lindíssima de um rosto de inefável formosura. A escultura foi posta num santuário que se edificou para tal fim.


O monarca muito satisfeito inaugurou o santuário. Dias depois teve más noticias, não só tinha havido insultos e ameaças entre os presentes, mas até feridos graves.


- Porque? - perguntou, perplexo, o monarca.


Um dos seus ministros explicou-lhe:


- Senhor, os cristãos chegam e asseguram que a escultura representa Jesus. Olham-na os muçulmanos e dizem representar Maomé. Os hindus asseguram que se trata de Krishna e os siks que é Guru Nanak. Para os jainistas não é outro senão Mahavira e para os Budistas o próprio Buda. E assim todos começam a discutir, insultam-se e chegam mesmo a usar os punhos, causando feridos graves.


O monarca tornou-se muito pesaroso. Após uns minutos de reflecção, ordenou:


- Destruam a escultura agora mesmo! Não são capazes de ver o que está para além da escultura porque não são capazes de ver o que está para além do seu nariz.


Não há pior apego nem maior condicionamento do que o que muitas pessoas estabelecem com as suas próprias ideias, pontos de vista e opiniões. Pode-se chegar a ser extremamente violento e cruel, amparando-se numa ideia ou num estreito ponto de vista.


Esse apego às ideias conduz inevitavelmente ao dogmatismo e ao fanatismo, impede a visão verdadeira e frusta a ação destra e impecável.


É preciso fazer o nobre e fecundo exercício de abrir e esclarecer a compreensão e com o entendimento correto saber respeitar e tolerar as opiniões alheias.



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Jorge Viana
Seisei de Reiki

Sensei de Reiki, formado por João Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama, com o número MFR0006APR;

Coordenador do Núcleo de Viana do Castelo da Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama desde 2009;

Presidente e Fundador da Associação Methamorphys - Associação Portuguesa para o desenvolvimento Humano.

Mónica Maciel
Seisei de Reiki

Sensei de Reiki, formada por João Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama, com o número MFR0007APR;

Coordenadora do Núcleo de Viana do Castelo da Associação Portuguesa de Reiki - Monte Kurama desde 2009;

Vice-Presidente e Fundadora da Associação Methamorphys - Associação Portuguesa para o desenvolvimento Humano.

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